segunda-feira, 24 de maio de 2010

Where is my mind?
I feel so lost and alone
Yesterday I saw thunders, I listen many voices, I cry
NO, I'M NO DRUNK
I'M SAD, and I don't know what I've suppose to do.

My body hurt, my heart is sad, my mind is crowded.
Sorry, to me, for u, and u, and u.

I think I'm losing control again.
Começo a ficar corcunda, preciso abandonar essa idéia ridícula de carregar o peso do mundo em minhas costas.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sexta em maio

Todas essas letras que escrevi, bem como as palavras que você não disse. Era só junho. Eu sempre pensei que folhas secas sumissem. Era só Junho, era frio, era metade, mas meus olhos só descansavam ao seu lado, Junho.
Por que não dizer? Detesto quem se esconde.
Junho, eu esperei que você disesse, que bobagem, os animais só conversam em fábulas.
Não, não foi amor. Era uma presença confortável. Tão aconchegante que me irritava. Quem diria que um encosto macio quase partiria meu coração. Ah, Junho.
Nunca me doei por um travesseiro, mas em Junho também havia fumaça, estrelas e ronco. Em Junho sorria, e Junho me fazia mudar de sentimentos rápido, gostava de testar meus limites. Junho me fazia criança, me fazia vadia, me fazia gritar. Mas era só Junho na minha alma.
Hoje troco Junho por um copo de cerveja e meio maço de cigarros. Junho me troca por não sei o quê. Afinal em Junho, ninguém se importa.

sábado, 10 de abril de 2010

Narcisismo inverso

Gosto de ser feia, de espantar gente bonita, sinto pena nos saudáveis. As faces coradas e cabelos mui sedosos me irritam.
Minha estranheza vela uma essência podre. A parte secreta que nem eu conheço tomba para os extremos do sagrado ou profano, nunca neutra. Apesar de não saber em qual ponto paira meu eu, estou certa de que não estou no meio. Não creio em equilíbrio.
No meu rosto vulgar estão os medos do mundo inteiro. Conheço todos os sonhos, mas não possuo nenhum, desvendei tanta gente e descobri pouco sobre o que interessa: Eu.
Sou feia porque desaprendi a amar, porque perdi a fé nos homens, porque não acredito em Deus. Sou feia, não morreria por minha pátria, não luto por nenhuma ideologia e acho gente cristã babaca.
Sou feia, minha vida se resume a noites agitadas,dias preguiçosos, fumaça e embriaguez. O tempo se arrasta, e tudo que tento agarrar, corre! Todos que amei foram embora, se tornaram bonitos demais pra ficarem perto, eu não suporto beleza.
Por isso soul só, e só sou quando me vejo no espelho, quebrado.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A boneca azul

Sempre gostei de escrever em lugares sem linhas, na folha branca, pura, lisa. Quando era criança ignorava os limites do caderno de caligrafia e a bobagem de letra arredondada, acho que a liberdade do pensamento tem amarras demais para se sufocar nessas banalidades. Gostava de fazer desenhos no meio das frases:um dia de (desenho de um Sol), a (desenho de menina) bonita, a (desenho de estrelas e lua) escura, desenho de cruz) é bom, estava :D. Me mandaram para a psicóloga que me pedia para desenhar, mas eu fazia uma redação.
Afinal qual a diferença entre um texto e um quadro? As vezes é mais fácil acorrentar o pensamento nas palavras, outras não. O fato é que ainda não entendo porque não desenhar em provas ou escrever em quadros, é preciso umacerta autonomia para ser livre e dizer?
Platão me odiaria, para ele mais valia um pequeno relato sobre um dia chuvoso levantando hipóteses de porque chove que um: Hoje (desenho da nuvem com gotas caindo) porque o (desenho do sol) evaparou a (desenho de um rio) e ela virou um montão de (desenho de nuvens) que viraram (desenho de gotas de água). Aristóteles, talvez, me achasse genial (eu teria dez anos). Mas minha professora achou que eu fosse louca e me mandou para a psicologa, que detectou uma capacidade associativa enorme em minha mente.
Noutro dia fui pega organizando uma reunião "secreta" dentro daquele brinquedo com tambores, sabem? Chamei todas as meninas e queria ATACAR o clube dos meninos. Eu amava a Mônica, mas não tinha um Sansão, então tirei a roupa da minha Barbie, pintei a boneca de tinta guache azul (ficou linda), e só a segurava pelos cabelos. No ápice do meu discuro infanto-feminista a Tia Gris me fraglou rodando a barbie-sansão pelos cabelos, incitando as meninas a jogarem no vaso os lápis dos meninos.
Beirando os vinte anos, continuo substituindo palavras por desenhos, aulas por discussões acalouradas e pseudo-revolucionárias, e ainda quero jogar no (desenho de vaso sanitário) as coisas dos meninos (desenho de "bibiu"), que tratarei de cortar com minhas (desenhos do edward mãos de tesoura).
Ps: escrevo sobre banalidades, memórias e outra coisas pequenas porque sou banal, desinteressante e egocentrica demais para solucionar sistemas mais complexos que o que penso e sinto.

sábado, 27 de fevereiro de 2010


Quando em todo o mundo não há nada de mim, e aqui dentro, há tudo de todo o mundo.
Há qualquer momento explodo de tanta informação, e mesmo sabendo que não cabe mais nada, não consigo parar de absorver, não consigo pensar, e não me sobra tempo algum para sentir.
Sentir. A única coisa que sinto são sentimentos repetidos, como se já tivesse vivido tudo que a vida pode me oferecer. Alegria em pílulas ou em doses cavalares, calma que arde em brasa, a depressão que é uma rotina, e a dor que já nem me faz chorar. E o mais estranho é ter certeza de que se tudo pudesse ser diferente, eu não gostaria. Se pudesse por um dia ser feliz de verdade, sentir a tal plenitude da alma, seria insuportável demais.
Sinto todo o mundo aqui dentro, todo mundo aqui dentro, e não deixo nada escapar.Todos os segredos estão guardados em meus olhos, e todos os mortos debaixo de minha cama.
Só só só só só só só só só
Nem sinto mais vontade de morrer, mas a vida é desinteressante e repetitiva. Não há viagem que eu não tenha feito, e agora? Acabou?!
Sei que meus olhos são vazios, porque não olham de verdade pra dentro deles, e eu não consigo deixar que vejam. Todos os segredos moram no meu corpo, e são todos meus.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Nas noites em que me foge o sono e me perturba o pensamento, sinto-me doente. Doente num lar enfermo.
Não que me importe a moralidade familiar, ou os valores de amor tão ligados a DNA semelhantes, mas me sinto engaiolada, ainda que as grades da janela desse quarto sejam facilmente removidas, e que eu possua a chave da casa. Eu sequer sairia pelos fundos! Não posso partir.
Não sei lidar com a pressão de expectativas, nem com a ciência de sonhos alheios por mim despedaçados, aliás, não consigo nem manusear meu dinheiro, largar o controle da minha vida em minhas mãos seria mais um passo pro meu lento suicídio.
É um fardo tocá-los, olha-los nos olhos... Há tantos segredos, mentiras, mágoas que é insustentável senti-los perto.
Como eu gostaria de segurar naquelas mãos, nas seis, dizer como me sinto, e que no fundo há amor.
Ainda que seja doloroso, é melhor nutrir o silêncio cortante que ensurdecê-los com histórias amorais e um pedido (incerto) de socorro.
Se ao menos acreditasse em Deus, haveria um refugio espiritual, ou uma recompensa ao fim de tudo, mas não creio e não vejo motivos pra insistir em tanto se não tardará até que eu perca.
Há mil gentes (EU)
(EU) mil gentes
Mil gentes em (MIM)
(EU) em ninguém.
Não sei se sou grande demais para caber na multidão, ou pequena e facilmente destruída. O fato é que não me sinto parte de nada. Sempre estive rodeada de gente, e só.
Na doença de gaiola, ou na doença social, SÓ.